13/12/2011

Notas diversas

Esta página não poderia faltar na versão final da minha monografia
*Feliz por concluir esta etapa*

  • Para quem faz Análise de Discurso: Conferência Internacional em Julho de 2012, em Braga – Portugal. O idioma oficial do evento é o Inglês. Resumos podem ser enviados até próximo dia 18. Veja as informações aqui.
  • Para quem é jornalista: Colóquio "Governing" journalists - Le "gouvernement" dês journalistes, acontece em outubro 2012, em Rennes (França). Resumos e apresentações podem ser em inglês, francês, espanhol ou português. Os resumos (de 3000 a 5000 caracteres) podem ser submetidos até 15 de fevereiro de 2012. Mais informações.
  • Para quem quer começar a aprender alemão: Curso "German in 12 Steps". É gratuito e muito bom! Acesse neste link!
  • Para quem quer exercitar o aprendizado do idioma alemão: Conheci hoje um novo blog e adorei a sugestão. Para quem está aprendendo alemão, #Fica a dica.
  • Para quem quer aprender algum idioma: o site da BBC oferece diversos cursos gratuitos para aprendizado de vários idiomas. Vale a pena conferir!
  • Estou cheia de ideias para por em prática no blog em 2012... Aguardem! ;D

20/11/2011

3 razões para você viajar enquanto é jovem

Viaje e descubra novos caminhos e possibilidades...
O mundo está repleto disso!
(a foto é de um jardim próximo ao centro histórico
de Santiago de Compostela, na Espanha, e foi
tirada por mim
- Fernanda - em junho de 2010)

Esta semana uma amiga me indicou, pelo Facebook, a leitura de um texto veiculado no blog do escritor norte-americano Jeff Goins. O link para o mesmo já tinha sido compartilhado pelos murais de diversos outros usuários da rede social e continua sendo...

Identifiquei-me com o que ele falava e resolvi perguntar ao autor se eu poderia traduzir/adaptar o post para o português e publicá-lo em meu blog. Agora, após a resposta afirmativa dele, compartilho com você o resultado.

~ 3 razões para viajar enquanto você é jovem ~

Outra noite, eu tive uma conversa com uma jovem mulher que tinha algumas decisões à sua frente , uma das quais era se ela deveria fazer pós-graduação ou viajar pelo mundo.

Eu disse para viajar. Mãos à obra. Sem desculpas. Apenas vá.

Ela suspirou.

“Sim, mas…”

Nunca palavras tão fatais foram foram ditas.

Sim, mas… e quanto à dívida?

Sim, mas… e quanto ao meu trabalho?

Sim, mas… e quanto ao meu namorado (ou cachorro ou carro ou qualquer que seja)?

“Sim, mas…” é nocivo. Porque isso soa como se tivéssemos a melhor das intenções, quando na verdade estamos apenas com muito medo de fazer o que deveríamos.

Isso nos permite sermos covardes, enquanto parecemos nobres.

A maioria das pessoas que conheço que esperaram para viajar o mundo, nunca o fez. Por outro lado, grande parte das pessoas que esperou para pós-graduação ou um emprego estável e optou por viajar, conseguiu fazer todas essas coisas – eventualmente.

Tenha cuidado com o “sim-mas”. O “sim-mas” matará seus sonhos.

Fiquei tão tocado por essa conversa, que compartilhei com um grupo de cerca de trinta jovens adultos na noite passada, muitos dos quais estavam perguntando estas muitas questões.

A vida que você sempre quis

Quando você envelhece, a vida parece apenas uma espécie de conjunto de acontecimentos para você. Sua juventude é um momento de fortalecimento total.

Faça o que você quer. À medida que você amadurece e ganha novas responsabilidades, você tem que ser bastante consciente e fazer as coisas sem perder de vista o que é importante.

Então, se você ainda tem uma quantidade razoável de controle sobre as suas circunstâncias, você deve fazer o que realmente importa. Porque a vida nem sempre estará apenas sob seu domínio.

Durante a idade adulta, a sua visão de mundo ainda está sendo formada. É importante administrar este tempo - para dar-se a si mesmo oportunidades de crescer. Uma boa maneira de fazer isso é viajar.

Então, jovem, viaje.

Viaje amplamente e para longe.

Viaje com ousadia.

Viaje com total abandono.

Você se arrependerá de poucos riscos que você correu, quando se trata disto. Eu prometo a você.

Há três razões para viajar enquanto você é jovem:

(Coliseu, em Roma, Itália, em foto feita
por mim
- Fernanda - em julho de 2010)

1. Viajar ensina você a viver uma aventura

Quando você olhar para trás em sua vida, você terá momentos de que se orgulha e talvez alguns dos quais se arrependa. É provável que os seguintes não estejam na última lista:

  • Andar de bicicleta pela Golden Gate Bridge.
  • Aparecer na TV italiana.
  • Subir uma ruína maia.
  • Aprender espanhol em três meses.
  • Viajar pela Europa de trem.

Eles não estão na minha (fato divertido: eu - Jeff Goins - fiz tudo acima).

O que, então, estará nesta lista?
  • Conter-se.
  • Ter medo.
  • Inventar desculpas.
  • Não correr mais riscos.
  • Esperar.
Enquanto você é jovem, você deve viajar.

Você deve tomar o momento para ver o mundo e saborear a plenitude da vida. É o que vale a pena investir ou o dinheiro ou o sacrifício de tempo necessário de sua parte.

Não se trata de ser um turista. Trata-se de experimentar verdadeiro risco e aventura, então você não tem que viver com medo pelo resto de sua vida.

2. Viajar ajuda você a encontrar compaixão

Em sua juventude, você terá de fazer escolhas que irão definir você. As disciplinas que você começar agora estarão com você para o resto de sua vida.

Viajar mudará o que você pode fazer. Isso vai colocá-lo em lugares que irão forçá-lo a cuidar de questões que são maiores que você.

Se você vai para o sudeste da Ásia, você pode encontrar o tráfico de escravos. Se Europa Oriental, você pode ver os efeitos de genocídio e perseguição religiosa. Se Haiti, você vai testemunhar o lado feio do paternalismo do Ocidente.

Seu coração vai se partir.

Você começará a entender que o mundo é ao mesmo tempo um lugar grande e pequeno. Você terá um “novo-encontro” com o respeito para a dor e o sofrimento, que mais da metade do mundo tem como certo, diariamente. E você vai se sentir mais ligado a seus companheiros seres humanos de uma forma profunda e duradoura.

Você vai aprender a cuidar.

3. Viajar permite-lhe obter alguma cultura

Enquanto você ainda é jovem, você deve obter cultura. Conhecer o mundo e as pessoas maravilhosas que o preenchem.

Não há nada como caminhar ao lado do Coliseu ou ver o David de Michelangelo em pessoa. Posso descrever a cidade de San Juan e suas praias incríveis e locais históricos a você, mas você realmente tem que ver por si mesmo essa experiência. Você pode ler todos os livros do mundo sobre a Grande Muralha da China ou o Louvre, mas estar lá é uma história diferente.

O mundo é um lugar deslumbrante, cheio de obras de arte. Veja-o.

Eu posso dizer que vi a Monalisa em "carne e osso" =D
(Museu do Louvre, em foto que eu - Fernanda - fiz em julho de 2010)

Faça isso enquanto você ainda é jovem. Não desperdice este tempo. Você nunca vai tê-lo novamente.

Você tem uma oportunidade crucial para investir na próxima temporada de sua vida agora. Tudo o que você semear, você acabará por colher.

Por favor. Para o seu bem, faça isso.

Você não vai ser sempre jovem. E a vida nem sempre estará apenas sob seu domínio. Portanto, viaje. Experimente o mundo por tudo o que vale a pena. Torne-se uma pessoa de cultura, aventura e compaixão.

"E se eu não sou jovem?"

Viaje, de qualquer forma. Pode não ser fácil de fazer, mas encontre uma maneira de sair de sua zona de conforto. Nunca é realmente tarde demais.

Mas se você ainda não começou a ser sugado pela rotina da vida, eu te imploro: viaje. Nunca vai ser mais fácil do que agora para você fazer o que realmente importa.

Se você é jovem, você já viajou? Você viu o que o mundo tem para oferecer e como ele pode mudá-lo? O que está lhe prendendo?

16/10/2011

Encerrar e iniciar ciclos

Não acredito nessa coisa tão determinista que chamam de destino, mas, ao mesmo tempo em que penso que somos nós os responsáveis pelo que nos acontece durante esta jornada - a vida -, às vezes acredito também que existem coisas que não nos ocorrem por acaso. Cada vez mais me convenço disso, principalmente quando paro para pensar nas pessoas que conheci nos últimos meses, nos lugares por onde andei e em alguns acontecimentos – os quais eu não vou detalhar aqui e que poderão, talvez, ser retratados num futuro post...

A vida é feita de ciclos. Alguns nos trazem mais felicidade, outros menos. Cabe a nós sabermos aproveitar cada fase – as boas e as ruins, não querendo ser maniqueísta... –, pois sempre há o que se aprender. Não estou falando nada que alguém já não tenha dito antes, mas é que hoje deu vontade de registrar aqui – e retomar este espaço, depois de tanto tempo abandonado – esse momento de mudança pelo qual eu passo. É mais um ciclo que se encerra. São experiências que vão ficar guardadas em mim.

E aqui estou, aberta aos novos desafios e aprendizados que vêm por aí...

2012, chega logo! Eu mal posso esperar! :-)

O vídeo foi retirado daqui.

15/10/2011

Objetividade dos alemães

Há alguns meses recebi um e-mail com as imagens abaixo e hoje, quando estava estudando, lembrei-me delas. Segundo o e-mail, são imagens de um livro utilizado em escolas alemãs para crianças, a fim de ensinar como se faz um bebê. De fato, não há muito eufemismo aí...







02/04/2011

Sobre cabeça e outras partes do corpo


Até agora eu me abstive de comentar acerca do ato falho cometido por um ator chamado Marauê Carneiro, que recentemente esteve em Teresina, como integrante do elenco de uma peça que estava em cartaz na capital. Acho que o assunto já rendeu o que tinha de render e, sobretudo, o que não tinha. As linhas a seguir são despretensiosas, com o objetivo único de refletir, a partir do meu ponto de vista, sobre o fato.

Eu, nascida em Teresina, no Piauí, não me senti nem um pouco atingida pelo que ele falou. Sei das qualidades e dos defeitos do estado e não entendo até hoje a repercussão que isso teve. Claro, ninguém gosta de ver “alguém de fora” falar mal do lugar onde você vive. Só que o assunto tomou tamanha dimensão que a palavra “Marauê” ficou entre as dez mais citadas no Brasil, através do Twitter, no dia 26, superando “Ficha Limpa”, assunto nacional que estava em pauta na ocasião.

Por que tanta indignação causada pela fala deste rapaz entre os piauienses? Se fosse o Lula, o Papa, o Obama, ou qualquer outra pessoa que, de fato, tivesse alguma relevância entre a opinião pública, eu poderia até entender se o mesmo tivesse acontecido. Mas não foi isso que ocorreu.

A reação despertada entre várias pessoas serviu para que alguns políticos aproveitassem o momento e em nome da defesa da imagem do Piauí – o que me faz lembrar muito do que o Charaudeau fala no livro Discurso Político acerca de alguns tipos de ethos manifestados por meio do discurso – mandassem suspender a autorização para que a peça fosse apresentada no teatro da Assembleia Legislativa, um local “do povo”. Que absurdo. Neste ponto eu concordo com Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja, que participou de uma discussão ridícula e desnecessária com o deputado piauiense Fábio Novo.

Nós, piauienses, temos de aprender a nos valorizar mais e não considerar coisas tão insignificantes. Usar a CABEÇA nessas horas – e a toda hora. Ver o quanto que ainda temos de melhorar e concentrar nossa indignação para cobrar aspectos realmente importantes: uma educação pública melhor, um sistema público de saúde eficiente, segurança, emprego. Pensar e agir sobre o que pode interferir, de fato, em nossas vidas.

01/11/2009

Do que sinto

Peço desculpa pela atualização falha nos últimos tempos. A ausência de uma rotina na minha vida desde que cheguei a Portugal me deixa meio confusa. Mas vou tentar, dentro do que me for possível, manter as postagens do blog. Não falarei – pelo menos não neste texto – sobre a viagem a Paris. Se é pra transformar este blog em um “diário pessoal”, o farei de uma vez. Talvez os textos mais “técnicos” (ou não-pessoais) voltem a ser publicados depois que essa minha experiência aqui acabar e eu voltar ao Brasil. Mas, agora, quero falar do que sinto. Não reparem se não entenderem algumas das coisas que nele falo, pois esta é também uma espécie de desabafo...

Já faz um mês e dez dias que cheguei a Portugal. Muita coisa aconteceu neste espaço de tempo, ainda que relativamente curto. Parece que as emoções ficam mais fortes e os sentidos à flor da pele quando se está longe de casa e longe de tudo com o que se está acostumado. No início, parecia até mais uma viagem como as outras – um pouco mais demorada, mas parecia ser uma viagem como as que havia feito antes –, mas aos poucos a “ficha” foi caindo.

Michelly, Laila, Ricardo, Gabi – e agora a Bárbara – são os amigos mais próximos. São minha família aqui. Pessoas com quem tenho dividido as dúvidas, os medos, as alegrias e os mais diversos momentos vividos nos últimos 40 dias. Brincando – mas com o fundo de verdade inerente a toda brincadeira… – Ricardo, eu e Laila chegamos a comparar nossa vida aqui a uma espécie de “Big Brother” (que coisa, né?): toda palavra tem um efeito maior, toda atitude pode ferir ou causar alegria de forma mais intensa, além do fato de que todo mundo (refiro-me aos residentes de Santa Tecla…) sabe do que o outro faz, fica todo mundo de olho… hehehe

Só que, diferente de um reality show, quem me vê aqui são apenas as pessoas com as quais convivo – e as que moram na residência... Então, foda-se! (aqui “foda-se” é uma expressão pronunciada uma vez a cada cinco palavras ditas…) Quero mais é viver intensamente e aproveitar as oportunidades que me têm surgido. Estudar, conhecer, aprender, falar mais, sem medo de julgamentos…

Apaixonar-me, decepcionar-me, iludir-me, desiludir-me, sem medo do que vem depois. Sem compromisso. Ou melhor, com o compromisso de viver intensamente. Afinal, daqui a seis meses vou embora. Aliás, daqui a menos de cinco meses. E a maioria dos que estão aqui também vão embora na mesma época. Parece até que vivo agora uma vida “paralela” à minha existência real. Uma oportunidade também de descobrir quem sou eu e o que eu quero (?).

Mesmo nas horas difíceis, como quando bate a saudade ou quando eu me decepciono aqui, há um lado bom. A saudade é um sinal do amor que sinto por quem está longe e cada decepção me mostra mais sobre o ser humano, seja ele vindo do meu país ou não. Meus erros também ficam mais perceptíveis para mim e, consequentemente, os pontos em que devo melhorar. Aqui não tenho medo de errar. O bom é que aqui encontrei pessoas que compartilham dessa ideia e que me ajudam a ter coragem de viver sem medo de errar – de toda experiência se deve obter um aprendizado. Não quero saber do que veio antes, nem do que vem depois. Quero saber de agora.

Uma certeza tenho: já não sou mais a mesma e a mesma também não serei quando voltar. O aprendizado, não apenas no âmbito acadêmico, tem sido constante. Todo dia uma nova lição. Já sorri quase sem parar e também já tive muita vontade de chorar (só que não consegui e fiquei com um nó dentro de mim…). Tenho aprendido com as situações e com as pessoas. E agradeço a todas elas, mesmo as que de alguma forma tenham me feito ficar triste – estas foram poucas até agora. Encerro este texto com uma declaração: Laila, Gabi, Michelly, Bárbara e Ricardo, isso aqui não seria a mesma coisa sem vocês.