As leituras que faço são apenas umas dentre várias que possam existir sobre uma mesma coisa, sobre algumas coisas dentre tantas outras que talvez nem conheça...
24/07/2008
21/07/2008
"Modernidade líquida"
A frase acima é do sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que iniciou a carreira na Universidade de Varsóvia, onde ocupou a área de sociologia geral. Teve artigos e livros censurados e em 1968 foi afastado da Universidade. Logo em seguida emigrou da Polônia, recostruindo a sua vida no Canadá, Estados Unidos e Austrália, até chegar à Grã-Bretanha, onde em 1971 se tornou professor titular de sociologia da Universidade de Leeds, cargo que ocupou por 20 anos.
Responsável por uma prodigiosa produção intelectual, recebeu os prêmios Amalfi (em 1989, pelo livro Modernidade e Holocausto) e Adorno (em 1998, pelo conjunto de sua obra). Atualmente é professor emérito de sociologia das universidades de Leeds e Varsóvia.
Essas informações foram publicadas no livro Identidade - entrevista a Benedetto Vecchi, da editora Zahar. Apesar de ainda não ter lido o livro todo, algumas coisas já me chamaram atenção. O autor refere-se ao termo "modernidade líquida" como sendo algo que coloca as identidades em um processo de transformação que provoca fenômenos como a crise do multiculturalismo, o fundamentalismo islâmico ou as comunidades virtuais da Internet.
Para Bauman, a identidade não pode mais ser tratada pelos instrumentos tradicionais de entendimento. É necessário desenvolver uma reflexão mais adaptada à dinâmica do transitório, que se sobrepõe ao duradouro.
É por causa dessa inconstância que estar em movimento não é mais uma escolha. A todo momento o mundo se transforma, e não podemos ficar parados enquanto as coisas acontecem.
20/07/2008
Sobre as cotas nas universidades
-->Ponto
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No último dia 11 deste mês, o Conselho Universitário (CONSUN), da Universidade Estadual do Piauí (UESPI), deliberou pela autorização da política de cotas no acesso à instituição, de acordo com o “Programa de Ações Afirmativas para a UESPI: acesso e permanência com diversidade social e étnico-racial”.

Recentemente, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) também começou a adotar a política de cotas: a instituição iniciou a partir do ano de 2007, que à época destinava 5% das vagas para alunos oriundos da rede pública. A partir do próximo ano, esse percentual aumentará para 20%. O pró-reitor de ensino de graduação da UFPI, Newton Freitas, disse ao Acessepiauí que a medida é importante por promover a inclusão social. Na UFPI não há cotas raciais.
-->Contraponto
As cotas, assim como programas como o ProUni, do Governo Federal, devem ser aplicados com cuidado. É preciso se estabelecer prazos para até quando poderão ser empregados, garantindo que não se tornem, em vez de paliativos, medidas permanentes.

Cotas e ProUni devem ser somente paliativos
Simultaneamente à execução desses projetos (que devem ser temporários), deve haver investimento maciço e eficiente na educação básica, para que, a médio prazo, o ensino de qualidade seja a real saída para a conquista da igualdade entre alunos da rede pública e da privada, na disputa por uma vaga na universidade.