01/07/2007

Intercom Nordeste 2007 - Parte 4

Continuando...
Ao sairmos do albergue para começar a conhecer um pouco de Salvador, ocorre um fato que nos deixa assustados: o enorme assédio de vendedores ambulantes do local. Ainda na rua do hostel, no Pelourinho, somos abordados sem chances de fuga por quatro vendedores de colares. Eles chegam nos dizendo que têm um presente para nos dar: ou é uma fitinha (ou várias) do Senhor do Bonfim, daquelas que se coloca no braço e faz três pedidos, ou então um colarzinho simples, gracioso, até, mas bem artesanal. Aí depois começam a encher seu pescoço de colares enormes, feitos com materiais naturais, mas que custam um absurdo. Se não me engano, Michelly, Aline e Felipe, pagaram R$ 15,00 cada um por seu colar. Eu (pão dura do jeito que sou), só depois de muita insistência, é que paguei R$ 10,00. O pior é que eles não largam a pessoa enquanto ela não dá algum dinheiro e, além disso, nós, como não conhecíamos nada, tínhamos até medo de negar... Isso foi horrível, mas depois desta experiência, passamos a não dar mais atenção aos ambulantes que se aproximavam da gente. Foi o jeito.
Salvador, por ser essa cidade histórica, com tantos atrativos turísticos, acaba atraindo também a atuação de grande número de mendigos, ambulantes etc. Mesmo assim, não perde a sua beleza.
Em todo canto, encontramos estrangeiros (lá mesmo no albergue, nós éramos, além dos funcionários, os únicos brasileiros!). Tivemos a oportunidade de conhecer estrangeiros legais, como é o caso da Sandra e do Raphael, que são suíços, e do Hélio, que é italiano, mas que já foi casado com uma piauiense de Piripiri. Muitos estrangeiros passam seis meses trabalhando em seu país e, no restante do ano, ficam viajando por países da América Latina, onde o custo de vida é bem menor. Numa de nossas idas a um dos shoppings, conhecemos no ônibus um francês chamado Nícola. Ele nos disse que também faz isso: trabalha seis meses na França e seis meses passa viajando. Ele nos falou, também, que dos países da América Latina, o Brasil é o mais caro para se passear. Mesmo assim, ele ainda o prefere... Fazer o quê, né? Com essas praias, essa natureza, essa gente acolhedora, essa animação... Apesar dos pesares, o Brasil é legal.
O Felipe foi quem gostou de ficar hospedado com tantos estrangeiros. Todo dia, no café da manhã, ele faltava era não comer de tanto puxar conversa em inglês com eles...
Foi tanta coisa interessante que aconteceu! Na próxima postagem vou colocar um resumo de outros fatos interessantes. Não vai dar para falar de tudo, senão seriam necessárias mais postagens, e eu quero finalizar esse relato na próxima. Então, mais uma vez, aguarde cenas da próxima postagem, que promete...

Um comentário:

Laerte Magalhães disse...

A divulgação sobre centros turísticos nos fazem pensar que em tais lugares podemos ficar à vontade e usufruir de tudo, tranquilamente. Seu relato é revelador do quanto esta impressão pode ser frustrante se não tivermos dispostos a passar por cima, ou a lado, de acontecimentos desagradáveis como, por exemplo, ser obrigado a comprar o que não se deiseja, para nos vermos livres das abordagens inoportunas e dos receios compreensíveis.