07/10/2007

Coisas de Viagem – Parte 2

"Viagem para Lisboa"

Em 1º de setembro, às 21h, ou melhor, quase às 22h (devido a um problema de saúde com um dos comissários de bordo, meu vôo atrasou), saí de Natal. Já havia viajado de avião, mas fazia muito tempo. Sozinha, era a primeira vez. É diferente a sensação de se estar indo para tão longe de casa... sozinha... Por um momento quase chorei. Não sei porque... se por medo... A verdade é que estou acostumada a dividir tudo com meus pais e minhas irmãs... e viajar para tão longe é diferente... para um lugar como aquele... seria uma experiência tão maravilhosa... gostaria muito que minha família tivesse ao meu lado naquela hora...
Enfim, decolamos. Não lembro o número da cadeira, mas era do lado direito do avião e no corredor (que pena eu não fiquei na janela...).
Ao meu lado (na cadeira da janela que eu queria ficar!), viajava um angolano que morava em Portugal. Ele aparentava ter uns 45 anos e se chamava Carlos Ramires. Conversamos bastante durante a viagem. Falei era estudante de jornalismo e pesquisadora e que ia a Portugal para apresentar dois trabalhos num congresso que aconteceria na Universidade do Minho, o 5º SOPCOM. Mostrei a ele o jornal que publicou uma matéria que falava da viagem que eu e os meninos do Nepec faríamos. Ele me disse que era empresário, tinha negócios em Portugal e no Brasil e vivia viajando de um país para outro. Além disso, sua noiva era brasileira. O nome dela era Karina. Ela vivia em Natal e em fevereiro de 2008 se casariam e morariam de vez no Brasil. Falou-me dos seus dois filhos, das viagens que já tinha feito pelo mundo... já morou na França, onde gerenciou multinacionais e em outros países.
Durante toda nossa conversa, demonstrou ser uma boa pessoa. Pelo que percebi, ele não tinha nascido de uma família rica. Aos 16 anos fugiu da guerra civil na África e começou a trabalhar em outros países. Hoje, ele faz parte dos 5% mais ricos de Lisboa, o que não parece, devido à sua simplicidade.
Falei a Carlos Ramires que ia encontrar meus amigos em Portugal, Felipe e Aline, que iriam em vôos diferentes do meu. E ele falou que se quiséssemos, poderíamos passar um final de semana em sua casa, em Lisboa, antes de voltarmos ao Brasil. Ele me deu seu cartão e disse-me que caso decidíssemos ir que o avisássemos. Disse também que quando chegássemos em Lisboa ele me daria uma carona até a Estação Sete Rios, de onde eu pegaria o ônibus até Braga.
Chegando ao aeroporto internacional de Lisboa, às 8:30 da manhã, Carlos não demorou muito para ter seu passaporte liberado, já que morava em Portugal. Ele disse que me aguardaria no local onde as malas eram entregues. Eu enfrentei uma fila enorme... e que quase não andava... passei quase uma hora para ter meu passaporte carimbado. Quando fui liberada da fila, achava que já tinha perdido minha carona. Fui buscar minhas malas, que por sinal, quase não achei. Ramires não estava lá.
Quando as encontrei e ia sair do aeroporto para pegar um táxi, o meu colega de viagem gritou meu nome. Ele estava tomando café com sua irmã, Marta, e o primo de sua noiva, o Jansen. Eles estavam me esperando.
Fomos então para o carro. Detalhe: uma BMW única em Portugal! Só existem outros três carros parecidos com aqueles, pois este foi encomendado exclusivamente para Ramires.
Fui de BMW (tenho que ressaltar este detalhe!) para Sete Rios, cheguei lá às 11:30 e 20 minutos depois peguei meu ônibus. Outra viagem, que duraria quatro horas e meia me aguardava. Fui então.
Passei por Fátima, Coimbra e outras cidades. Gostaria de ter tirado muitas fotos durante o percurso, mas acabei dormindo a viagem quase toda. Cheguei em Braga às 15:30, horário local. Que bom!
Ainda dentro do ônibus, fiz mais dois amigos: desta vez, uma casal de idosos. Foram eles que me ajudaram a ir da rodoviária de Braga até a rua de Santa Margarida, endereço da Pousada da Juventude, onde eu ficaria hospedada.
Ainda estava me acostumando com o fuso horário (afinal, “de uma hora para outra”, meu relógio foi adiantado em 4 horas...). Fui para meu quarto e em seguida fui tomar um banho. Depois fui sair. Não tinha comido nada além do café que serviram no avião de manhã cedo e fui procurar algo para comer. Mas antes de me alimentar, procurei um lugar que vendesse um cartão telefônico que fizesse ligações para o Brasil.

E depois, o que aconteceu? Acompanhe sábado que vem na próxima postagem!

2 comentários:

Aline Medeiros disse...

Começei a rir quando vi a imagem do carro...é ca cara do Carlos Ramires!

Jota Pê_The disse...

Comunicar é preciso,
mas ter sorte também é!